
Leonardo Barreto, da consultoria Think Policy, em entrevista com William Waack na CNN nesta quarta, 29 de julho, avalia que Alexandre de Moraes, ao tentar retirar Jair Bolsonaro do centro do debate político, acaba obtendo o efeito contrário, ampliando sua presença no cenário eleitoral.
Barreto considera que Moraes desempenha um papel “um pouco ingênuo” e lembra que, em 2022, o ministro teve forte interferência na eleição, seguindo a linha de Gilmar Mendes de atuação ativa do Judiciário para conter radicalismos.
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Barreto aponta que agora o cenário é diferente, com avanços tecnológicos, uma direita mais preparada e pressão externa, especialmente dos Estados Unidos, que dificultam a repetição do mesmo papel de 2022. Se o objetivo era eliminar Bolsonaro do processo político, Moraes estaria conseguindo o oposto, já que o ex-presidente permanece no centro do debate e seus apoiadores intensificam a divulgação de sua imagem nas redes sociais.
Além disso, Moraes já não conta com o mesmo apoio no Judiciário que tinha em 2022, e sua tentativa de controle antecipado do TSE foi criticada como “maluquice”.
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Dessa forma, a atuação de Moraes, segundo Barreto, fortalece Bolsonaro politicamente em vez de enfraquecê-lo, e o contexto atual torna mais difícil repetir a influência que o Judiciário exerceu nas eleições anteriores.
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