
Moraes acusa Mendonça de agir de forma seletiva na liberação de informações do caso Master, o que, segundo ele, prejudica a transparência e a análise completa do processo. Fachin, por sua vez, decidiu que o plenário do STF será responsável por deliberar sobre o tema, em uma votação que promete ser decisiva para o futuro das investigações e para a credibilidade da Corte.
O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, um pedido para que seja feita a quebra completa do sigilo no chamado caso Master.
Segundo Moraes, a decisão anterior de André Mendonça, que liberou apenas parte dos documentos, teria sido “conveniente” e seletiva, comprometendo a transparência do processo.
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Ale sustenta que Mendonça liberou somente uma fração dos materiais, deixando de fora cerca de 180 documentos relevantes. Essa exclusão, segundo ele, dificulta a análise probatória e pode comprometer a compreensão integral das investigações. A crítica se concentra na ideia de que não se pode escolher quais informações vêm a público em um caso de tamanha gravidade.
O pedido de Moraes faz referência direta às PETs 16.704 e 16.662, além de conexões com a PET 15.556, mostrando que o caso não está isolado, mas se entrelaça com outros processos em andamento no STF. Isso reforça a complexidade da investigação e a necessidade de acesso integral aos documentos para evitar interpretações fragmentadas.
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Um dos pontos mais delicados é o relatório da PF, que aponta suposta troca de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Nessas conversas, haveria menções a investigações e até a prisões, o que levanta questionamentos sobre a relação entre autoridades e investigados.
Diante da solicitação, Fachin decidiu levar o tema ao plenário do STF, marcando votação para 15 de setembro. Além disso, determinou que todos os procedimentos que envolvam ministros passem pela Presidência da Corte, retirando Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News.






