
O motorista de Fernando Haddad apresentou duas versões diferentes sobre a ação da Polícia Militar ocorrida em 11 de agosto. Ele relatou uma versão no dia dos fatos e outra em depoimento à Polícia Civil em 17 de agosto.
Em conversas reveladas pelo Metrópoles, o motorista disse que estava sendo seguido por policiais e que pretendia questioná-los. Inicialmente, afirmou ter saído do carro, mas depois declarou à polícia que permaneceu dentro do veículo, segundo informações da coluna Ramiro Brites no Metrópoles.
A Secretaria de Segurança Pública divulgou vídeos que não mostram o motorista saindo do carro, contrariando uma das versões apresentadas. O motorista sustenta que três policiais desceram da viatura e o intimidaram. Mas essa versão não pôde ser confirmada pelas gravações disponíveis, que não captaram toda a cena.
Além disso, o candidato Haddad relatou que, após ser deixado em casa, o motorista foi abordado por policiais armados com fuzis e seguido por cerca de 40 minutos, em uma ação descrita como ostensiva e intimidadora.
Dessa forma, gera polêmica em torno das contradições entre os relatos do motorista, as imagens divulgadas pela SSP e a versão apresentada por Haddad, levantando dúvidas sobre a conduta da Polícia Militar e a veracidade dos diferentes depoimentos.
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