Nunes é acionado na Justiça após chamar Haddad de “professorzinho”

Haddad foi chamado de professorzinho

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), chamou Fernando Haddad (PT) de “professorzinho” durante uma convenção do Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas.

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Parlamentares do PSOL — Luciene Cavalcante, Carlos Giannazi e Celso Giannazi — apresentaram duas representações contra Nunes: Uma ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pedindo retratação pública e medidas para evitar o uso depreciativo da profissão docente; Outra ao Observatório Nacional de Violência contra Professores, solicitando repúdio formal e registro do episódio como violência simbólica contra educadores.

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Os parlamentares afirmam que usar “professorzinho” como insulto desvaloriza a profissão e transmite a ideia de que ser professor é algo inferior. Isso, segundo eles, ultrapassa o ataque pessoal a Haddad e atinge toda a categoria docente.

A representação destaca que a violência contra educadores não se limita a agressões físicas, mas também se manifesta em discursos que desqualificam e diminuem a importância social da docência.

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O episódio gerou forte reação política e institucional, com acusações de desvalorização da profissão docente e pedidos formais de retratação e reconhecimento da fala como violência simbólica.

“Quando o próprio prefeito utiliza a palavra ‘professor’ como ofensa, a desvalorização deixa de ser apenas retórica e adquire evidente dimensão institucional”, diz o documento. “A violência contra educadores não se restringe às agressões físicas. Também se manifesta por meio da violência simbólica, do discurso de desqualificação profissional e da construção de narrativas que diminuem a importância social da docência”.

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