
A Justiça negou o pedido para silenciar previamente Richarlison na disputa sobre uma ilha em Angra dos Reis, entendendo que não havia conteúdo ativo para remover e que a proibição de futuras manifestações poderia caracterizar censura prévia.
O atacante denunciou ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra da propriedade entre 2020 e 2021 (em uma sociedade com Renato Velasco e Alencar da Silveira Júnior).
Ele alega que Flávio Bolsonaro demonstrou interesse em comprar o local na época, mas ele recusou a venda. Segundo o jogador, após a recusa, Flávio e seu amigo, o advogado Willer Tomaz, teriam obtido a posse do imóvel de forma irregular e rápida na Justiça (“na mão grande”), sem que ele recebesse nenhum valor.
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O jogador Richarlison obteve uma decisão favorável na Justiça do Distrito Federal em uma disputa envolvendo a Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ).
A empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A e o advogado Willer Tomaz pediram que o atleta fosse obrigado a apagar publicações sobre o caso e fosse proibido de fazer novas manifestações públicas sobre o assunto.
O juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, rejeitou o pedido de tutela de urgência. Um dos motivos foi que as publicações questionadas já não estavam mais disponíveis, pois haviam sido feitas nos stories das redes sociais, que expiram automaticamente.
O magistrado também entendeu que impedir previamente o Pai do Bebê de comentar o caso poderia configurar censura prévia, o que contraria a garantia constitucional da liberdade de expressão.
A ação surgiu após declarações de Richarlison afirmando que a ilha lhe teria sido “tomada”.
Apesar da derrota nesse pedido inicial, os autores do processo mantêm outras demandas, incluindo um pedido de indenização por danos morais de R$ 200 mil e a exigência de um esclarecimento público nas redes sociais do jogador. Esses pontos ainda serão analisados pela Justiça.
O juiz ressaltou que a decisão não impede eventual responsabilização posterior do atleta caso alguma manifestação venha a ser considerada ilícita. O que foi rejeitado foi apenas a tentativa de proibir antecipadamente suas manifestações.
O processo continua em andamento, e uma das próximas etapas será a citação formal de Richarlison para apresentar sua defesa.







