PF leva sete meses para repassar sigilo de Lulinha ao STF e gera questionamentos

A demora foi um dos motivos para o início da crise.

Flavia Manta
Flavia Manta
Estudante de Rádio e TV pela Universidade Anhembi Morumbi, desde 2025. Apaixonada pelo mundo das notícias e fofocas, trazendo a comunicação como forma de redação.
Lulinha é envolvido em escândalo do INSS (Foto: Veja)
Lulinha é envolvido em escândalo do INSS (Foto: Veja)

A Polícia Federal demorou mais de sete meses para entregar ao ministro André Mendonça os resultados da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Esse atraso na entrega das informações contribuiu para desgastar a relação entre o magistrado — responsável pela relatoria das apurações sobre o INSS e o Banco Master — e a corporação.

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A suspensão dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente havia sido concedida pelo ministro em dezembro do ano passado, dentro da apuração que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas.

Incomodado com a demora na disponibilização do material e com alterações internas promovidas pela PF, como a substituição do delegado encarregado da investigação, Mendonça exigiu o envio imediato da totalidade dos dados brutos obtidos diretamente ao seu gabinete.

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A determinação gerou reação na cúpula da Polícia Federal, que avaliou a medida como uma interferência em sua independência operacional.

A instituição chegou a consultar a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a viabilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para reverter a ordem, mas o recurso não foi formalizado. Para conter a crise e aliviar a tensão entre o STF e a Polícia Federal, membros do governo, incluindo o ministro da AGU, Jorge Messias, atuaram nas negociações.

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A Polícia Federal investiga os passos da empresária Roberta Luchsinger e os seus vínculos com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e com Marco Antônio Ribeiro, apelidado de “Marcola” (ex-chefe de Gabinete da Presidência). A linha de apuração aponta que o filho primogênito do presidente pode ter atuado para facilitar o acesso de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, a acordos comerciais com a administração pública federal.

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Flavia Manta
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