
O dirigente máximo do PL, Valdemar Costa Neto, rejeitou a acusação de ter interferido na distribuição de emendas parlamentares. O nome do político ganhou centralidade após o despacho emitido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Procurado pela CNN, o presidente da legenda rebateu o relatório da Polícia Federal, que aponta sua participação no direcionamento dessas verbas orçamentárias mesmo sem ocupar uma cadeira no Congresso Nacional: “Não [indiquei], quando temos cidades pequenas que não têm representação em Brasília, o Líder do Partido é quem faz.”
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O despacho proferido nesta sexta-feira, 10, representa um novo desdobramento da Operação Transparência, que apura desvios e fraudes no direcionamento de verbas do orçamento.
A Polícia Federal argumenta que a análise dos documentos e mídias recolhidos na etapa inicial da ação revelou indícios de que o presidente do PL atuava na distribuição dos recursos por intermédio de funcionários da Câmara dos Deputados, mesmo sem possuir cargo no Legislativo.
De acordo com o inquérito, tabelas, diálogos e anotações sugerem uma triangulação em que congressistas constavam formalmente como os autores dos pedidos, mas a escolha real do destino do dinheiro cabia a Valdemar Costa Neto. Os advogados do dirigente rebatem as suspeitas.
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A pedido dos investigadores, o ministro Flávio Dino determinou o congelamento de até R$ 119,2 milhões em ativos de Valdemar, visando garantir uma futura devolução aos cofres públicos. O magistrado também travou o pagamento das emendas sob suspeita e exigiu que a Mesa Diretora da Câmara envie o histórico detalhado do andamento desses repasses.
O caso começou a tramitar a partir da Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025 para combater desvios e monitorar o cumprimento das metas de rastreamento de verbas impostas pela Suprema Corte. Em nota, a banca que defende Valdemar declarou ter recebido a ordem com estranheza, alegando que a medida judicial se baseia em suposições frágeis e numa tentativa equivocada de criminalizar o trabalho das legendas. O comunicado reforça que, dentro do regime democrático, faz parte do papel de um líder partidário manter conversas com a bancada, pautar pautas prioritárias e exercer liderança política sobre os filiados.
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