Sergio Guize (Globo/Paulo Belote)
Sergio Guize (Globo/Paulo Belote)

Se despedindo de seu personagem Chiclete em ‘A Dona do Pedaço’, Sergio Guizé está feliz com a trajetória de seu personagem na trama de Walcyr Carrasco. Aliás, o ator não poupa elogios ao autor, com quem fez mais dois trabalhos na emissora, em ‘Êta Mundo Bom!’  e ‘O Outro Lado do Paraíso’, que inclusive com o seu personagem Gael foi o vencedor do Prêmio Área VIP como Melhor Ator.

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Em bate papo com o Área Vip, Guizé falou da relação com Walcyr. “Eu confio muito no trabalho dele, tanto  que, até estrear, eu não sabia direito qual era o meu personagem, mas eu confiava muito”, disse os ator, que atribuiu o sucesso do personagem a Walcyr e muita dedicação. “Não consigo fazer um personagem de qualquer jeito, sabe? Eu vou investigar, na vida mesmo, pra poder transformar, como ator, essa história em um pouco de poesia. O Gael  (O Outro Lado do Paraíso), por exemplo, acho que foi um personagem socialmente importante, porque, depois dele, as pessoas começaram a denunciar mais [casos de violência doméstica] e essa foi a grande lição da coisa toda”, analisa.

Guizé se disse honrado com o sucesso do personagem, que teve muitas mudanças ao longo da trama. “Quando eu entrei na novela, ela já era um sucesso, o personagem da Vivi Guedes também… E você começar como um matador e terminar a novela em um casal meio Romeu e Julieta é um desafio. Um arco dramatúrgico interessante de se acompanhar com verdade. E eu estou aí, na delícia de descobrir esse personagem até o último capítulo”, destaca.  “Eu sabia que ia mudar, até porque eu só acredito em personagem que termina de outro jeito. Tem que ter uma reviravolta, tem que surpreender de algum jeito. E ele é um personagem com muitas faces. Então, eu não fui logo de cara na coisa do matador, porque eu sabia que a vítima iria se apaixonar por ele. E como ela vai se apaixonar por alguém que é ‘só’ um matador? Por isso eu a cada dia fui levando um presentinho para esse personagem, e acho que ele ainda está em construção. Tem muita coisa pra acontecer, nesse final principalmente”, opina.

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A parceria com Paolla Oliveira em cena e com o restante do elenco foram outros pontos positivos para o ator. “Eu conheci a Paolla no set praticamente. Ela foi muito generosa, assim como o resto do elenco,  as pessoas que eu já conhecia e também as que fiquei conhecendo ali. Rolou uma química também com a Amora (Mautner, diretora), que eu também não conhecia. Ela foi importantíssima nesse processo. Tanto eu quanto a Paolla estudamos bastante [os personagens]. Minha parceria com o Walcyr [Carrasco, autor da trama] já vem de alguns anos. Pra agradar o público, acho que tem que haver essa parceria, não dá pra fazer nada sozinho. É uma troca, um trabalho em equipe”, acredita.

Como o resto do elenco, Guizé faz suspense sobre o fim de A Dona do Pedaço, mas tem sua opinião sobre a questão.  “Eu acho que tem que rolar tiro, porrada e bomba.  Vai ter muita crueldade”, diverte-se o ator, que, ao contrário do que seria na vida real, na ficção Chiclete merece um final feliz. “Eu acho que, na vida, merece uma punição sim. Mas, nesse lance mais romanceado, floreado. Vamos fazer o quê?  Colocá-lo na cadeia por um capítulo?””, defende.



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