
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), aliado bolsonarista, protocolou requerimento para criar uma CPI sobre o Banco Master. Porém, após a rejeição da delação de Daniel Vorcaro pela PGR, Jordy passou a defender que o banqueiro seja “esquecido” na investigação nesta terça, 16 de junho.
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“Que novela esse escândalo do Banco Master. Sem apresentar informações inéditas nem provas, mais uma delação de Vorcaro é rejeitada. Esqueçam o banqueiro, a delação tem que ser de Daniel Monteiro, seu braço direito é responsável por fazer os pagamentos de propina”, disse ele no X. Ele publicou um vídeo falando da rejeição da PGR da delação de Vorcaro e colocou as aspas: “Sem informações inéditas e provas”.
A estratégia é vista como uma tentativa de blindar Flávio Bolsonaro, que aparece ligado a Vorcaro e ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
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Que novela esse escândalo do Banco Master. Sem apresentar informações inéditas nem provas, mais uma delação de Vorcaro é rejeitada. Esqueçam o banqueiro, a delação tem que ser de Daniel Monteiro, seu braço direito é responsável por fazer os pagamentos de propina, inclusive para… pic.twitter.com/tb5uv8lAmn
— Carlos Jordy (@carlosjordy) June 15, 2026
Investigações jornalísticas revelaram que Vorcaro financiou praticamente todo o filme sobre Bolsonaro. Flávio Bolsonaro admitiu os áudios divulgados, mas alegou que o dinheiro era privado e não irregular.
Vorcaro é apontado como figura central da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Apesar de ter apoio de dezenas de parlamentares, a comissão ainda não foi instalada, pois depende da leitura em sessão do Congresso. A proposta de CPMI de Jordy é criticada por tentar transformar uma investigação sobre o Banco Master em uma ofensiva seletiva contra o PT, deixando de lado o banqueiro que está no centro do escândalo.
O Congresso Nacional tem oito pedidos diferentes de abertura de CPI e CPMI. São elas:
- CPI do Master da Câmara, articulada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);
- CPI do Master no Senado, Eduardo Girão (Novo-CE);
- CPI no Senado para investigar os ministros do STF Dias Toffoli e Moraes e ligações com o Master, articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE);
- CPI do Master no Senado, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE);
- CPMI do Master, de iniciativa do deputado Carlos Jordy (PL-RJ);
- CPMI do Master, Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ);
- CPI do Master, proposto pelo senador Carlos Viana (PSD-MG);
- CPMI do Master, Lindbergh Farias (PT-RJ).
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