
O Conselho aprovou, por 10 votos a 5, a continuidade de um processo contra Erika Hilton (PSOL-SP) por suposta quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada pelo partido Missão, baseada em um tweet da deputada após sua eleição para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
A beldade afirmou que o processo é uma tentativa da extrema direita de silenciar sua atuação, usando um tweet fora de contexto. Ela declarou que não será calada e seguirá defendendo pautas como o fim da escala 6×1. A defesa sustenta que a publicação expressa opinião pessoal e está protegida pela imunidade parlamentar. Também questionou a escolha do relator, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), por já ter se manifestado contra Hilton anteriormente.
O processo entra na fase de instrução, em que Hilton poderá apresentar defesa escrita, provas e testemunhas. O relator decidirá se recomenda arquivamento ou punição. A perda de mandato só pode ser decidida pelo plenário da Câmara.
A proximidade das eleições pode atrasar a conclusão do processo, já que a atividade legislativa tende a diminuir nesse período. Há precedentes de processos que avançaram no Conselho, mas não chegaram ao plenário.
O motivo do processo foi essa fala: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa”. O Missão considerou quebra de decoro e apresentou representação.

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