Felipe Neto / Instagram

Felipe Melo decidiu usar a sua visibilidade para dar voz à quem precisa. Quem segue o Youtuber nas redes sociais com certeza já percebeu que ele se posiciona sobre diversos assuntos, seja para questionar, elogiar, criticar e alertar, e muitas vezes ele acaba sendo bastante criticado, principalmente quando se trata de política.

Toda essa exposição já fez com que ele recebesse ameaças de morte, não só ele, mas também a sua família, e recentemente ele confessou que até pensou em se mudar do Brasil, já que alguma coisa ruim poderia acontecer com ele, ou até mesmo com alguém da sua família.

Mas essa postura engajadora fez com que Felipe recebesse um troféu muito importante, é que ele foi eleito o “Homem do Ano” pela revista GQ e claro que ficou muito feliz com a conquista. Nas redes sociais o youtuber falou sobre o prêmio e também falou sobre a postura que adotou neste ano, de lutar à favor daqueles que muitas vezes estão silenciados.

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No Instagram ele compartilhou alguns clicks da premiação e agradeceu o troféu que recebeu, além disso, Felipe aproveitou pra falar sobre a tragédia que aconteceu na favela de Paraisópolis, em São Paulo, neste fim de semana, onde nove jovens foram mortos depois de uma operação policial.

“Ser premiado como “Homem do Ano” pela GQ foi bastante especial. Em 2019, decidi q lutaria para tentar dar voz aos que mais são silenciados. Optei por tentar ao máximo mostrar a luta e o trabalho daqueles que tanto merecem e normalmente ficam à margem”, contou ele.

Em seguida falou sobre a importância de receber os prêmios das mãos de uma pessoa muito importante. “E receber este prêmio das mãos do Kond foi muito emocionante. O Kond é a prova viva do que representa o funk pro POVO brasileiro, quer você goste ou não, quer você escute ou não”, acrescentou.

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Felipe, então, relembrou a tragédia recente e ressaltou o preconceito que existe no Brasil. “O que aconteceu em Paraisópolis é mais um exemplo do racismo estrutural vivido nesse país, onde a perseguição é sempre ao preto e ao pobre. Quantas raves e festas da elite são ignoradas pela PM? Quando foi que o Rock’n Rio teve batida policial contra o uso de drogas?”, questionou.

“Com esse prêmio em mãos, eu reforço a luta q tive em 2019 e que continuarei em 2020: o uso do meu privilégio de homem, hétero e branco para tentar dar voz aos que não podem desfrutar da mesma posição social. Kond, muito obrigado por me entregar este prêmio, você é um gênio e um visionário. 2020 que nos aguarde!”, garantiu ele, agradecendo o prêmio.

Veja o click – deslize: 

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Ser premiado como “Homem do Ano” pela GQ foi bastante especial. Em 2019, decidi q lutaria para tentar dar voz aos que mais são silenciados. Optei por tentar ao máximo mostrar a luta e o trabalho daqueles que tanto merecem e normalmente ficam à margem. E receber este prêmio das mãos do Kond foi muito emocionante. O Kond é a prova viva do que representa o funk pro POVO brasileiro, quer você goste ou não, quer você escute ou não. O que aconteceu em Paraisópolis é mais um exemplo do racismo estrutural vivido nesse país, onde a perseguição é sempre ao preto e ao pobre. Quantas raves e festas da elite são ignoradas pela PM? Quando foi que o Rock’n Rio teve batida policial contra o uso de drogas? Com esse prêmio em mãos, eu reforço a luta q tive em 2019 e que continuarei em 2020: o uso do meu privilégio de homem, hétero e branco para tentar dar voz aos que não podem desfrutar da mesma posição social. Kond, muito obrigado por me entregar este prêmio, você é um gênio e um visionário. 2020 que nos aguarde! (Fotos: @fabiocordeirofoto / @carolinademper / @olivetti)

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