Leo Dias - Reprodução
Leo Dias – Reprodução

Leo Dias decidiu fazer um desabafo nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (6). Ele compartilhou uma foto onde aparece bem jovem, em uma redação de um jornal e aproveitou para relembrar a sua trajetória como jornalista.

O colunista contou que ele passou por alguns estágios até chegar onde chegou, e relembrou algumas situações como precisar passar a noite na porta da casa de artistas para descobrir informações em primeira mão, fazer rondas pelas ruas da do Rio de Janeiro, e usar revistas como pagamento para que algumas pessoas dessem informações caso vissem algo interessante.

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“Eu sou de uma época em que fui ‘pautado’ a passar a noite toda, sozinho, na porta da casa da Susana Vieira, debaixo de chuva, para pegar uma declaração dela, pois ela havia acabado de se separar. Ela chegou por volta de 1h, abaixou o vidro e me ignorou. No dia seguinte, ainda ligou para o meu editor para reclamar de mim. Eu sou da época da ronda noturna. Passava a noite rodando as ruas da Zona Sul do Rio e parando em alguns restaurantes e boates. Lá, puxava assunto com seguranças e guardadores de carro. Passava meu telefone e explicava que estava atrás de notícias de famosos. Como não tinha dinheiro, oferecia revistas da Editora Abril de presente. Todos só queriam a Playboy. ‘Pode ligar a cobrar, mas não deixe de me ligar'”, lembrou ele.

Leo também lembrou quando avisou o advogado da atriz e apresentadora Luana Piovani que a sentença do processo que ela havia movido contra o ator Dado Dolabella havia saído. Ele revelou que soube antes porque todos os dias entrava no site do Tribunal de Justiça para ver o andamento do processo, diferente do advogado.

O jornalista ainda explicou que todas essas recordações tinha um motivo. É que ele estudou e lutou muito para alcançar o reconhecimento, diferente do que muitas pessoas podem imaginar.

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“O que eu quero dizer com isso? Que fazer fofoca não é tão fácil quanto parece. Que é tão difícil quanto o aclamado jornalismo “ortodoxo”. Só que existe um termo no meio do caminho que me iguala à vizinha faladeira. Mas eu duvido, primeiro que a tal vizinha se submetesse a tudo a que eu me submeti só para saber da vida do outro. Isso sem falar no estudo. Eu estudei pra caramba. Depois de formado, e já trabalhando na área, tirei um ano para ir aprender definitivamente a falar inglês na Austrália. Fiz pós e até hoje lamento não ter mais uma universidade. Quero sempre me aperfeiçoar”, reforçou.

“Como em qualquer profissão, existem “estágios” da vida profissional que você não pode pular, até que você possa dizer com todas as letras que você é de fato um profissional. Foi preciso ralar muito até chegar aqui. Quando querem me ofender, entre outras coisas, me chamam de fofoqueiro. Eu apenas lamento que pensem que eu acordei um dia e decidi, do nada, falar sobre famosos. Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso é que até para falar da vida dos outros é preciso ter competência”, finalizou ele.

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Eu sou de uma época em que fui ‘pautado’ a passar a noite toda, sozinho, na porta da casa da Susana Vieira, debaixo de chuva, para pegar uma declaração dela, pois ela havia acabado de se separar. Ela chegou por volta de 1h, abaixou o vidro e me ignorou. No dia seguinte, ainda ligou para o meu editor para reclamar de mim. Eu sou da época da ronda noturna. Passava a noite rodando as ruas da Zona Sul do Rio e parando em alguns restaurantes e boates. Lá, puxava assunto com seguranças e guardadores de carro. Passava meu telefone e explicava que estava atrás de notícias de famosos. Como não tinha dinheiro, oferecia revistas da Editora Abril de presente. Todos só queriam a Playboy. “Pode ligar a cobrar, mas não deixe de me ligar”, Isso sem falar que fui eu que avisei ao advogado da Luana Piovani que havia saído a sentença do processo que ela moveu contra o Dado Dolabella. Eu que o avisei. Como eu soube antes? Eu entrava todos os dias no site do Tribunal de Justiça para ver o andamento do processo. Ele, não. O que eu quero dizer com isso? Que fazer fofoca não é tão fácil quanto parece. Que é tão difícil quanto o aclamado jornalismo “ortodoxo”. Só que existe um termo no meio do caminho que me iguala à vizinha faladeira. Mas eu duvido, primeiro que a tal vizinha se submetesse a tudo a que eu me submeti só para saber da vida do outro. Isso sem falar no estudo. Eu estudei pra caramba. Depois de formado, e já trabalhando na área, tirei um ano para ir aprender definitivamente a falar inglês na Austrália. Fiz pós e até hoje lamento não ter mais uma universidade. Quero sempre me aperfeiçoar. Como em qualquer profissão, existem “estágios” da vida profissional que você não pode pular, até que você possa dizer com todas as letras que você é de fato um profissional. Foi preciso ralar muito até chegar aqui. Quando querem me ofender, entre outras coisas, me chamam de fofoqueiro. Eu apenas lamento que pensem que eu acordei um dia e decidi, do nada, falar sobre famosos. Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso é que até para falar da vida dos outros é preciso ter competência. ( foto: JORNAL EXTRA – março de 2008 )

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