Otaviano Costa/Instagram
Otaviano Costa/Instagram

Quando estrear em janeiro de 2019, o ‘Tá Brincando‘ vai contar com disputas onde o vencedor de cada uma delas levará um prêmio. Mas o programa já tem um grande vencedor, Otaviano Costa, que depois de batalhar firme na carreira conseguiu conquistar seu sonho: ter um programa para chamar de seu. Emocionado, o apresentador lançou na quarta (21), no Rio de Janeiro sua nova atração à imprensa e, em vários momentos, teve os olhos cheios de lágrimas.

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O programa solo na Globo chega depois de muitos anos de estrada. Otaviano passeou por todas as emissoras do país. Depois da estreia na MTV, ele diversificou sendo apresentador, repórter e até mesmo animador de plateia no “Domingão do Faustão”. Na Band, ele substituiu Luciano Huck no “H”, apresentou “O+”, o “Band Folia” e “Super Positivo”.  Foi para o SBT, voltou para a Band, até chegar à Globo em 2011. Na emissora, fez de tudo um pouco, animou, apresentou, atuou em novelas, brincou no “Amor e Sexo”, mas foi nos cinco anos de Vídeo Show que ganhou grande visibilidade nacional o que, talvez, tenha tornado mais próximo o voo maior: o ‘Tá Brincando’.

No novo programa ele promete de tudo um pouco. Com emoção e humor, Otaviano contou um pouquinho de como está sendo esse novo momento na carreira nessa entrevista ao ‘Área Vip‘.

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Confira:

Como foi o processo do programa. Você apresentou um projeto à casa ou a casa veio com esse projeto?

Eu nunca tive um formato na cabeça, eu sempre tive uma intenção. Eu acho que eu tava num processo ao longo de cinco anos de Vídeo Show, eu tava me provocando uma reflexão também o que eu queria, eu acho que a casa também entendeu uns sinais que eu vinha enviando, pra demanda de uma coisa que eu pudesse ampliar as possibilidades, pra juntar tudo aquilo que eu tava oferecendo pra eles em outros produtos, era um pouco do divertido, do maluco ali no Amor e Sexo, era um pouco do ator ali na Escolinha, era um pouco do apresentador, do repórter. A casa. Acho, que entendeu esses códigos que eu fui enviando e eu tenho o maior orgulho de ter feito uma escola tão grande ali junto com o Vídeo Show. Parece um programa pequeno, mas ele é muito difícil de ser feito. Então, ali a gente fez uma outra escola e eu estou muito feliz de ter dado um pouquinho da minha persona artística durante esses cinco anos e aí veio esse momento. Não tive nenhum formato, não veio nenhuma ideia na minha cabeça, eu só sabia que eu queria uma coisa que eu pudesse ampliar as minhas possibilidades artísticas e cheguei nesse momento maior.

O programa fala em inspiração, eu queria saber quem foi uma inspiração pra você nessa área de comunicação?

É uma mistura que vai de Chacrinha, passando por Fausto (Silva), passa pelo Sílvio (Santos), passa pelo Bolinha, passa pelo Flávio Cavalcanti, passa pelo Luciano (Huck), Serginho (Groisman). Eu vejo nesses colegas hoje, nessas grandes inspirações, uma porção de pequenas influências que formaram o apresentador que eu sou hoje. Me fizeram uma pergunta semana passada: ‘quem é você?’. Eu acho que é o público que tem que fazer. Eu tento fazer de todo possível pra no momento sério fazer o mais sério possível, e no momento brincalhão, mais debochado, improvisado, eu me jogo. Eu acho que eu criei sem querer um DNA próprio. Quando as pessoas me veem no ar, talvez o que mudou foi o cabelo branco, mas é a mesma essência de tantos anos atrás.

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Você ainda pretende fazer novelas ou vai se dedicar exclusivamente à carreira de apresentador?

Não. Eu não volto mais pra dramaturgia. pra dramaturgia de novela.  Eu vou fazer Escolinha (do Professor Raimundo), vou fazer um filme, vou fazer uma dublagem, que nem eu fiz dos Incríveis, eu nunca vou deixar de ser ator, mas eu tinha que fazer uma escolha na minha vida. Houve aquele momento que eu defini desde então e venho seguindo essa cartilha minha.

Fala um pouco da sua trajetória

Foi uma longa, maravilhosa carreira, de muitos amigos, de muitas conquistas, de grandes veículos, pequenos veículos. Eu tive o prazer de trabalhar com pequenas equipes brilhantes, grandes equipes fantásticas, pequenos programas surpreendentes, grandes programas emocionantes, então eu tenho a certeza que esse momento  agora é o resumo da ópera de muitos desafios, de muitas conquistas e muitas derrotas também, faz parte. Assim como aqui nesse palco ganhar e perder na vida é uma síntese simples, eu acho que o amadurecimento pra esse momento aqui aconteceu diante de tudo que eu vivi.

Esse é o seu grande momento?

Eu não gosto de dizer que esse é o melhor momento, porque seria injusto com outros momentos que eu considerei melhores na minha vida. Então, eu acho que esse aqui é um baita de um bom momento. É dentro da Globo, a realização de mais uma conquista, de mais um sonho, mas eu considero isso apenas um novo recomeço.

Você pensou alguma vez em desistir?

Nunca. Eu já entristeci em algum momento, mas falar: ‘eu vou parar’, não. Limpava a lágrima, botava a roupa no outro dia e ia pra luta. Sem perder a graça, sem perder o humor, sem perder o sabor, sem precisar passar por cima de alguém, sem precisar sair do caminho do bem pra conseguir o que eu queria, sempre muito profissional, sempre esse cara brincalhão que vocês veem, mas nos bastidores eu sempre fui muito caxias. Eu tenho uma escola de pontualidade, uma escola de compromisso, de dedicação, de seriedade, de relação com a equipe, de respeito, de trabalho árduo, que eu nunca deixei isso de lado. E não foram algumas derrotas que me impediram de acreditar no meu sonho. Não era um sonho de conquista, o sucesso pra mim não é estar aqui, o sucesso é estar feliz como eu estou hoje. Isso é sucesso. Essa é a palavra que pra mim é sinônimo de sucesso, é felicidade.

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Você acha que o Vídeo Show foi seu grande ponto de virada dentro da casa?

Eu acho que na casa teve o Amor e Sexo que foi provocativo, brincadeiras ousadas, divertidas, eu de cueca no polidance, abusando no streap-tease, e tantas farras que aconteceram ali que deram o primeiro olhar pra mim, que até promoveram minha ida para o Vídeo Show em 2013. Mas sim, eu acho que o Video Show sedimentou a figura minha como comunicador.

A gente vai ver esse seu humor característico no Tá brincando?

Nos Impressionantes (quadro do programa) isso fica até mais aguçado. É uma postura de surpresa, de medo de ansiedade, que eu tento descobrir o que vai acontecer comigo. Eu fico tenso, eu extravaso, faço brincadeiras. Aqui no palco também tem momentos hilários, com a Hortência, por exemplo, a gente morreu de rir, com o Biriba, também, com os desafiantes. Tem um pouquinho de tudo. Tem emoção também na hora do Valeu a Pena, o quadro que a gente mexe com a caixa de emoções do convidado. É um mix de tudo.

Você vai participar de algumas atividades radicais no programa, na sua vida você pratica algum esporte radical e qual foi o momento mais difícil durante o programa em relação a esse quadro?

O momento mais difícil foi aceitar fazer o quadro. Essa é uma concepção que o Ricardo já tinha junto com o Adriano (Ricco).  É aquela coisa da experiência que a gente veio juntando coisas que já vinha fazendo na Globo que me transformaram nesse ser que eu sou. Teve uma coisa que funcionou muito no Amor e Sexo que foi uma coisa do espontâneo, que era o não saber, era o vazio. Tinha um momento que eu não sabia o que ia acontecer comigo até chegar no palco. Isso é bom, gera faísca, gera o riso, gera o choro, o medo. Aí eu pensei, ‘vamos fazer esse quadro sem eu saber da metade pra frente’ e eles compraram minha ideia. Me imaginaram saltando de paraquedas, no rafting, junto com tubarão. E assim vai e é uma diversão. Não sou um cara de adrenalina, mas eu sou um esportista.

Qual a maior furada?

No paraquedas eu fui ao encontro de Jesus. Eu já tinha pulado, mas eu não lembrava o quão terrível era. O duro foi saltar com um senhor de 83 anos. Eu ia falar não pra ele? Tem o coronel Gonzaga que me convidou pra fazer looping com ele. Será que eu fui? Tem hora que eu posso ter recuado, eu posso ter recusado. Tem hora que dá medo. Tem alguns desafios que eu posso ou não cumprir.

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Você tem noção que você é o apresentador mais querido das senhoras do Brasil? Como é isso pra você?

Tiveram dois momentos engraçados com essas senhoras que são fantásticas. No Amor e Sexo, quando eu encontrava as senhorinhas e cumprimentava e ouvia: ‘você estava com uma cueca muito bonitinha’ ou ‘você fez streap-tease, tava de olho em você, Flávia que se cuide’. Aí teve o segundo momento que foi a relação mais fraternal, que foi no Vídeo Show. O programa é o radinho pra um monte de gente. Então elas sentam ali e assistem ao programa como um companheiro.  O que eu tive de relatos que me emocionam. Tem uma história… eu sempre tinha uma brincadeira de conversar com a câmera, mais como aguardando uma história fantasma. Na época da Mônica (Iozzi), ela até tirava uma onda brincando comigo. Eu falava e ficava esperando uma resposta imaginária. “Como é que estão as coisas, o que a senhora fez hoje?” E ficava esperando uma resposta. Maluquices a parte, eu recebi uma mensagem de um cara chamado Diego: ‘a minha avó Manuela conversa com você’. Eu respondi: ‘manda ela conversar comigo amanhã, você grava e manda pra mim’. Eu conversei:  ‘como é que vai dona Manuelita, tá tudo bem?’ e ela respondia: ‘to bien gracias’. Ela é espanhola. Fiz outras perguntas, eu imaginando, às vezes eu falava em cima da fala dela, mas ele gravou e mandou pra gente. Colocamos no ar depois e todo mundo chorou de emoção, da força da comunicação, da força de um programa como o Vídeo Show. Isso é muito tocante, isso que me move. E quando eu saí do Vídeo Show eu descobri uma massa querida de pessoas que começou a cobrar a minha volta ao ar.

O ‘Área Vip‘ marcou presença na coletiva e Otaviano mandou um recadinho para nosso público.

Confira o vídeo:

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