
A China reagiu publicamente às declarações de secretário de Defesa do governo americano, que classificou os Institutos Confúcio como ameaças à segurança nacional dos EUA.
A Embaixada da China no Brasil respondeu questionando: “Quem é ameaça à segurança? Quem tem medo de que o público conheça a China?”.
O secretário acusou os Institutos Confúcio de atuarem como instrumentos de espionagem, propaganda e influência política, além de supostamente roubarem propriedade intelectual. Ele não apresentou exemplos concretos para sustentar essas acusações.
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Os Institutos Confúcio, criados em 2004, promovem ensino de mandarim, formação de professores, exames de proficiência, atividades culturais e intercâmbios acadêmicos.
Relatório de 2024 indicam que a rede atendeu cerca de 1,276 milhão de estudantes, realizou quase 50 mil turmas e mais de 2,7 milhões de horas de ensino, além de registrar crescimento de alunos em várias regiões do mundo.
Uma auditoria do Government Accountability Office (GAO) dos EUA, publicada em 2019, analisou acordos entre universidades americanas e entidades chinesas e não encontrou evidências de espionagem ou roubo de propriedade intelectual pelos Institutos Confúcio.
Outro relatório do GAO, de 2023, mostrou que o número desses institutos em universidades americanas caiu de cerca de 100 para menos de cinco, em grande parte por pressões políticas e risco de perda de financiamento federal.
O governo chinês repudiou as acusações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que a cooperação educacional entre China e EUA ajuda a fortalecer o entendimento mútuo entre os povos e deveria ser preservada.
No Brasil, existem atualmente 14 unidades vinculadas a universidades brasileiras, além de um Centro Chinês na UFMT.







