
Durante a convenção dos Republicanos em Brasília, a senadora Damares Alves pediu que a deputada Bia Kicis deixasse o PL e se filiasse ao Republicanos, abrindo publicamente as portas do partido para ela.
No mesmo discurso, Damares destacou Michelle Bolsonaro e sugeriu uma atuação conjunta das três (ela, Michelle e Bia) em apoio à governadora Celina Leão (PP) e ao vice Gustavo Rocha (Republicanos).
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O episódio expõe a disputa por influência dentro do bolsonarismo no Distrito Federal, com Damares usando a força política de Michelle para se distanciar da campanha de Flávio Bolsonaro e projetar um bloco feminino conservador.
O gesto foi interpretado como uma provocação ao candidato presidencial do PL, Flávio Bolsonaro, em meio ao racha interno que afastou Damares da campanha dele e expôs conflitos com Michelle. Damares se posiciona como defensora de Michelle na disputa pelo comando político da direita no DF, após deixar a equipe de Flávio e apoiar a saída de Michelle da direção do PL Mulher.
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Apesar de o Republicanos apoiar oficialmente a candidatura de Bia ao Senado pelo PL, Damares sugeriu que ela poderia ser acolhida caso decidisse mudar de partido. Embora tratada como pré-candidata ao Senado pelas aliadas, Michelle Bolsonaro ainda não confirmou oficialmente sua candidatura, mas aparece como nome competitivo em pesquisas.
A articulação aponta para a formação de um núcleo político liderado por mulheres da extrema direita no DF — Damares já senadora, Bia e Michelle como possíveis candidatas às duas vagas no Senado.
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