Fachin homologa delação premiada no caso Banco Master

Fachin bate o martelinho

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Ministro Edson Fachin participa da sessão plenária. Local: Plenário do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Fachin Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, homologou a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, investigado por suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

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A validação, pelo STF, de uma delação que pode ampliar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, trazendo acusações sobre desvios de recursos, uso de fundos offshore e participação de operadores financeiros ligados ao banco.

O acordo de colaboração com a PGR prevê o pagamento de R$ 40 milhões em multas e contém 17 anexos com informações sobre supostos crimes financeiros, incluindo uso de fundos offshore e de laranjas para movimentação de recursos.

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A PGR pediu urgência na análise do acordo, alegando risco de desvalorização de ativos que poderiam ser usados para ressarcir eventuais prejuízos em caso de condenação.

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João Carlos Mansur foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB.

A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central devido a “graves violações” das normas do Sistema Financeiro Nacional e também apareceu em investigações relacionadas à lavagem de dinheiro.

Segundo o relato do delator, a Reag prestava serviços ao Banco Master e a Daniel Vorcaro desde 2019, estruturando operações por meio de fundos de investimento.

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Mansur afirmou que fundos administrados pela Reag teriam sido usados para desviar recursos do Banco Master por meio de laranjas e estruturas financeiras no exterior. Ele teria entregue documentos e detalhado negociações que envolviam diretamente Daniel Vorcaro.

Um dos casos citados envolve o Jaguar Multimarket Fund Ltd, registrado nas Ilhas Cayman, para o qual teriam sido transferidos R$ 494 milhões. Mansur alegou que o verdadeiro proprietário do fundo seria Daniel Vorcaro, embora a reportagem ressalte que essa afirmação faz parte da delação e ainda não foi confirmada por decisão judicial.

Vinícius Carvalho
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Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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