
Veículos tradicionalmente críticos ao campo político de Lula passaram a condenar uma proposta atribuída a ministros do TSE por considerá-la uma forma de censura dirigida ao canal Exército de Lula.
Os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo (Estadão) publicaram editoriais criticando os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça, que ocupam a presidência e vice-presidência do TSE.
Os jornais apontam que uma minuta de resolução discutida no TSE teria como principal alvo o canal de WhatsApp Exército de Lula, criado pelo deputado André Janones, que reúne milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A Folha diz que os ministros enxergam o TSE como uma “arma de censura” e critica a circulação da proposta. O jornal também lembra uma decisão anterior de Kássio Nunes Marques que suspendeu o canal de Janones, posteriormente revertida por outro ministro.
“Após a divulgação do plano, Kassio declarou-se contrário a mudanças de última hora nas regras do pleito e atribuiu a autoria do texto a Mendonça. Este, por sua vez, negou que tenha sido iniciativa individual e afirmou que a proposta dependia de deliberação colegiada. Acrescentaram pusilanimidade ao despautério”, declara a Folha.
O Estadão também critica a iniciativa, classificando a mera discussão da medida como preocupante e afirmando que, se implementada, ela abriria espaço para decisões subjetivas sobre o que seria conteúdo político. O editorial é claro: “É censura em estado puro”.
“O presidente da corte, Kassio Nunes Marques, disse ao Estadão ser contrário a “alterações de última hora” das regras eleitorais, de resto ocioso por vedação legal. Mas a tal minuta não foi para a lata do lixo, seu lugar. O gabinete de Mendonça informou que o texto segue em ‘discussão interna’. Não se pode condenar quem desconfie das intenções de Mendonça“, declarou o Estadão.
“O canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), já ultrapassou 8 milhões de inscritos, quatro vezes o tamanho do canal ‘Tropa do Flávio’, criado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). E não é de agora que suas decisões no TSE favorecem escancaradamente a campanha de Flávio Bolsonaro (PL)”.
Ambos os ministros foram indicados ao STF por Jair Bolsonaro e suas decisões no TSE teriam favorecido a campanha de Flávio Bolsonaro.







