
Às vésperas das Eleições 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou ao Brasil, em cerimônia no Palácio do Planalto, na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, um reajuste monetário no programa Bolsa Família.
Em seu decreto, Lula confirmou que o piso do benefício sairá de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.
Por sua vez, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste corresponde à recomposição da inflação, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 15,04%.
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O benefício no valor corrigido começará a ser pago em outubro. Para este ano, o impacto fiscal é de R$ 5,8 bilhões. A previsão é de que o reajuste custe R$ 22 bilhões em 2027. O governo ajustará o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) que enviou ao Congresso Nacional.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que o reajuste foi calculado com responsabilidade fiscal. “Em outros tempos se fez ‘PEC Kamikaze’, crédito extraordinário para além do que se estava previsto. E, com o compromisso de garantir regras e instituições, estamos incorporando o reajuste no Orçamento, sem solavanco”, afirmou.
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O comunicado acontece 15 dias antes das eleições – num momento avaliado como negativo para o presidente nas pesquisas de intenções de voto. Lula participou da cerimônia sobre a atualização do programa, mas não discursou.
Vale ainda lembrar que o valor mínimo de R$ 600 foi pago inicialmente como Auxílio Brasil a partir de agosto de 2022 (com validade prevista até dezembro daquele ano) e tornou-se permanente com a recriação do Bolsa Família em março de 2023. Ou seja, o valor teve aumento no governo de Jair Bolsonaro (PL).
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