
Moraes mandou prender novamente um acusado pelos atos de 8 de janeiro por supostamente violar as condições impostas pela Justiça, incluindo problemas no monitoramento eletrônico e uma viagem/atuação eleitoral na Argentina.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão preventiva de Claudiomiro da Rosa Soares, caminhoneiro de 52 anos que é réu pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão se baseia no descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça e no fato de Soares ter atuado como fiscal credenciado do PL na Argentina durante uma eleição brasileira, apesar das restrições às quais estava submetido.
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Segundo a Polícia Federal, Soares esteve na Embaixada do Brasil em Buenos Aires acompanhando seções eleitorais como fiscal do Partido Liberal. Moraes entendeu que essa presença fora do país contrariou as condições do processo.
O réu responde por crimes relacionados aos ataques de 8 de janeiro, incluindo tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e depredação de patrimônio público.
Documentos enviados ao STF indicam que a tornozeleira eletrônica de Soares parou de transmitir dados em 6 de junho de 2024.

Quando agentes foram ao endereço dele em Balsas (MA), não o encontraram e verificaram indícios de que o imóvel estava desocupado havia cerca de dois meses.
Na decisão, Moraes afirmou que o comportamento do réu demonstra desrespeito às medidas judiciais e determinou que a Polícia Federal execute a prisão preventiva e inclua seu nome no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
“O réu, portanto, está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta SUPREMA CORTE e pelo Poder Judiciário”, declarou.
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