Verão 90 - Manueka - João e Moana (Globo/João Cotta)
Verão 90 – Manueka – João e Moana (Globo/João Cotta)

O Rio de Janeiro da década de 1990, a cultura efervescente da época, os acontecimentos sociais e políticos, os ‘hits’ e a moda estão presentes em Verão 90, a próxima novela das sete, que estreia na terça-feira, dia 29 de janeiro.

A trama vai mostrar a trajetória de três ex-astros mirins e suas mães batalhadoras, Lidiane (Claudia Raia) e Janaína (Dira Paes), cada uma a seu modo. Na infância, Manuzita (Melissa Nóbrega/Isabelle Drummond) era a menina mais amada do Brasil. E quando os irmãos Guerreiro, João (João Bravo/Rafael Vitti) e Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa), se juntaram a ela, a ‘Patotinha Mágica’ virou sinônimo de sucesso e mania nacional.

Verão 90 - João - Manu - Jeronimo (Globo/João Cotta)
Verão 90 – João – Manu – Jeronimo (Globo/João Cotta)

Mas os anos de fama e reconhecimento ficaram no passado, assim como o grupo, que terminou em meados da década de 1980. Em 1990, João é universitário e comanda um programa na rádio Maremoto FM para o público jovem. Já Manuzita é uma aspirante – com pouco talento – a atriz, que segue em busca de trabalho e conta com o apoio incondicional de Lidiane, uma ex-atriz de pornochanchada e um tanto sem noção.

Desde a infância, uma grande afinidade une Manuzita e João. Algo que sempre incomodou Jerônimo, que alimenta uma inveja e rivalidade contra o irmão e nunca abandonou o desejo de ser famoso novamente. De caráter duvidoso, Jerônimo vai lutar para reviver os dias de glória. Uma personalidade muito diferente de Janaína (Dira Paes), sua mãe. Mulher íntegra, que sempre batalhou na vida, criando os dois filhos com dignidade.

Os caminhos de João, Manuzita e Jerônimo vão se cruzar novamente. Com o reencontro do trio, sentimentos que estavam adormecidos voltam à tona. João e Manu ficam ao mesmo tempo surpresos e entusiasmados com a possibilidade de recomeçar uma história. Mesmo que para isso tenham que manter o namoro em segredo e, assim, evitar que Lidiane interfira na relação deles.

Desta vez, os dois não vão deixar escapar a chance de ficarem juntos. O que revelará que os anos de afastamento do casal, Manuzita e João, não foram suficientes para apagar o amor e afinidade entre eles.

Escrita por Izabel de Oliveira e Paula Amaral, com colaboração de Daisy Chaves, Isabel Muniz e João Brandão, Verão 90 é comédia romântica, solar e musical. A novela tem direção artística de Jorge Fernando, direção geral de Jorge Fernando e Marcelo Zambelli e direção de Ana Paula Guimarães e Diego Morais.

A Estrelinha e a ‘Patotinha Mágica’

Verão 90 - Manu e Lidiane (Globo/João Cotta)
Verão 90 – Manu e Lidiane (Globo/João Cotta)

Desde muito cedo, Manuela Renata, mais conhecida como Manuzita (Melissa Nóbrega/Isabelle Drummond), sabe o que é ser uma grande estrela-mirim. Referência para milhares de crianças na década de 1980, a menina teve o sucesso impulsionado principalmente pelo programa de TV infantil ‘Patotinha Mágica’, do qual era apresentadora ao lado do Cachorrão (Luiz Henrique Nogueira).

A mãe, Lidiane (Claudia Raia), é sua maior incentivadora. Do tipo empresária e assessora, ela sempre apostou todas as fichas em Manuzita: quer transformá-la na estrela que ela própria não conseguiu ser, mas, ao ver o reinado da filha ameaçado pelo possível término do programa, Lidiane tem a ideia de criar um concurso para escolher um novo integrante para a Patotinha.

A convocação de Manuzita em rede nacional cria um verdadeiro alvoroço. Afinal, que criança da época não sonha em ser um Patotinha? Com os irmãos Guerreiro não é diferente. Fãs incondicionais de Manuzita, João (João Bravo/Rafael Vitti) e Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa) vibram com a novidade. Janaína (Dira Paes), mãe dos meninos, é contra a ideia da participação deles no concurso, mas os dois decidem ir em busca do sonho e, sem que a mãe saiba, vão sozinhos ao local da seleção.

Enquanto João nutre um amor platônico por sua ídola, Jerônimo, ambicioso, vê na oportunidade uma maneira de ficar rico e famoso, sua grande meta de vida. A seleção atrai milhares de meninos. Já na TV, caminhando pelos corredores e completamente deslumbrado pela magia do estúdio, João encontra Manu, bem por acaso, e eles logo se aproximam. A empatia entre eles é imediata e intensa.

Quando a pequena estrela volta para o local dos testes e avisa a todos que já escolheu seu parceiro de trabalho, Jerônimo é anunciado como o novo integrante pela produção do concurso. Conclusão: os irmãos Guerreiro são escolhidos e a ‘Patotinha Mágica’ vira um trio. Sucesso estrondoso, programa de TV, agenda de shows e idolatria pelo “casal Patotinha Manu e João”. Mas o que seria o ápice da carreira do grupo – o show de Natal no Maracanã, o mais famoso estádio de futebol do Rio de Janeiro – torna-se o começo do fim. Por uma negligência, o show é interrompido, e as consequências levam ao término definitivo do trio.

Enquanto Manuzita e Lidiane permanecem no Rio, Janaína e os filhos se mudam para a fictícia Armação do Sul, cidade litorânea no Sul do país. Os anos passam, mas não são suficientes para apagar da memória os bons tempos da Patotinha. Principalmente para João e Manu. O amor puro que começou na infância e a promessa de nunca esquecerem um do outro resiste ao tempo.

E isso fica comprovado quando eles se vêem por acaso na estrada que dá acesso a Armação do Sul, já na década de 1990. João segue para a cidade a bordo de sua brasília amarela para visitar a mãe, Janaína (Dira Paes), enquanto Manuzita, com seu inseparável fusca azul, tem o mesmo destino, para tentar um papel em um filme que está sendo rodado na cidade. A mistura de sentimentos e a alegria deste reencontro vão permear toda a história e será decisivo para o casal ‘Patotinha’.

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A eterna Pantera: um furacão chamado Lidiane

Excêntrica, indomável e insaciável. Tudo o que Lidiane Andrade (Claudia Raia) está longe de ser é uma mulher discreta. Do tipo que chama a atenção por onde passa, a ex-atriz e musa da pornochanchada é conhecida pelo nome artístico de ‘Lidi Pantera’ por conta dos filmes que protagonizou no passado com ‘Hércules Gatão’, o nome artístico de Herculano Mendes (Humberto Martins). Não há quem não conheça o indefectível grito de Pantera, sua marca registrada, e a admiração de alguns fãs ultrapassa gerações.

Nos anos 1990, ao lado do amigo e fiel escudeiro Jofre (Luiz Henrique Nogueira), os tempos são outros. Lidiane está sempre tentando descolar um trampo como forma de ganhar dinheiro para pagar as contas no fim do mês.

Ela não leva desaforo para casa e vive com a ideia fixa de transformar numa estrela seu maior tesouro: a filha Manu (Melissa Nóbrega/Isabelle Drummond). Para Lidiane, a jovem tem talento de sobra. Só ainda não foi redescoberta. As duas são cúmplices e mantêm em comum a busca pelo sonho da fama. Acontece que Manu é um tanto insegura e muitas vezes acaba sucumbindo aos devaneios da mãe para não contrariá-la.

Manuzita é esforçada. Frequenta as aulas de dança ministradas por Lidiane e está sempre disponível para fazer todos os testes de elenco para novelas e filmes que aparecem, alguns indicados pela produtora e melhor amiga, Kika (Jeniffer Nascimento). A verdade é que lhe falta algo essencial para seguir a carreira de atriz: talento.

Guerreira até no sobrenome, Janaína é uma autêntica mãe coragem

Verão 90 - Janaína com os filhos, João e Jerônimo (Globo/João Miguel Júnior)
Verão 90 – Janaína com os filhos, João e Jerônimo (Globo/João Miguel Júnior)

Não há tempo ruim para Janaína Guerreiro (Dira Paes). Batalhadora, a mãe dos irmãos Guerreiro, João (João Bravo/Rafael Vitti) e Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa), vive pela felicidade dos filhos e não tem medo de trabalho. No início dos anos 1990, Janaína trabalha como cozinheira e gerente na pousada de Celestine (Bel Kutner), e aproveita para guardar dinheiro e alimentar o sonho de abrir o próprio negócio. Jerônimo também vive com a mãe em Armação do Sul, enquanto João mora no Rio, onde faz faculdade de Jornalismo e apresenta um programa na rádio Maremoto.

Apesar de Janaína ter dado o mesmo tipo de criação para os dois, João e Jerônimo tornaram-se pessoas de temperamentos bem diferentes. Sua grande preocupação é Jerônimo. Sem uma ocupação definida, o filho mais velho não estudou e vive metido em encrencas com uma turma de comparsas que pratica roubos pela cidade. Desde pequeno, Jerônimo já dava indícios de ser problemático. Janaína tinha esperança de que, com o tempo, ele encontraria seu rumo, mas os anos passaram e não houve progresso.

Depois de um delito em Armação, Jerônimo foge da cidade sem deixar rastros. E, nesse mesmo período, Janaína vê seu plano de empreender ir por água abaixo por conta da crise econômica que assola o país. Desesperada com toda a situação, ela conta com o apoio de João e se muda para o Rio de Janeiro para tentar descobrir o paradeiro de Jerônimo. Na cidade, Janaína fica na casa de sua irmã Janice (Claudia Ohana) e recomeça a vida enquanto Jerônimo, na verdade, quer mesmo é manter distância da própria mãe.

O Patotinha do mal: Jerônimo Guerreiro, mas pode chamar de Rojê

Jerônimo (Diogo Caruso/Jesuíta Barbosa) acha que a vida lhe deve algo. E muito. Nunca se conformou com o término da ‘Patotinha Mágica’ e esse episódio deixa marcas em sua trajetória. O sentimento de rejeição por Manuzita e João formarem um casal sempre o acompanhou, e Manuzita virou uma obsessão. Jerônimo tem como meta reconquistar a fama e voltar a frequentar o mundo dos ricos, poderosos e bem nascidos. E, para conseguir o que quer, o ‘Patotinha do mal’ não vai medir esforços, nem poupar quem se colocar em seu caminho.  Ambicioso, Jerônimo costuma culpar Janaína (Dira Paes) por não ter dado certo na vida. E, na busca por esse reconhecimento, o vilão é capaz de tudo.

Depois que foge para o Rio de Janeiro, ele cria uma outra identidade e passa a se apresentar a todos como Rojê, um filho de diplomata, que morou fora por muitos anos e que agora se estabelece novamente na cidade.

Assim, ele consegue se aproximar de Quinzinho (Caio Paduan), diretor da PopTV, um canal de TV musical voltado para jovens e onde Rojê deseja se infiltrar. Quinzinho é herdeiro da família Ferreira Lima e é muito bem relacionado na cidade. Tudo que Jerônimo sonha ser.

O filho de Janaína (Dira Paes) também chama a atenção de Vanessa (Camila Queiroz), que frequenta as festas de Quinzinho. Interesseira, a alpinista social está à procura de um homem rico para bancá-la e, por um tempo, tem Jerônimo como alvo. Ela também sonha com uma vaga de Vj na PopTv. Depois que descobre a verdadeira identidade do “filho de diplomata”, o vilão e a pilantra, como o próprio Jerônimo costuma se referir à Vanessa, passam a formar uma dupla explosiva. Amantes e cúmplices, os dois resolvem se unir.

Nessa jornada, ainda tem um terceiro elemento: Galdino (Gabriel Godoy), um típico malandro que faz qualquer negócio por uns trocados. Ele é a primeira pessoa que cruza o caminho de Jerônimo quando o vilão chega ao Rio. Ele se junta à dupla e faz o ‘serviço sujo’, ajudando a colocar em prática todos os planos para Jerônimo tornar-se um homem de sucesso.

A chefe do clã Ferreira Lima: Mercedes e a ganância pelo poder

A família Ferreira Lima é uma das mais tradicionais do Brasil. No Rio de Janeiro são reis. O clã formado pelo casal Mercedes (Totia Meireles) e Quinzão (Alexandre Borges) acumula negócios em diferentes áreas. Além da PopTV, o canal de TV de videoclipes, também são donos da boate Dr. Spock, do hotel Quin’s Palace, de revistas, entre outros. A influência dos Ferreira Lima é tão diversa quanto seus investimentos.

Capitaneada pelo pulso firme de Mercedes, a fortuna só cresceu ao longo dos anos para a alegria dos herdeiros Gisela (Débora Nascimento) e Quinzinho (Caio Paduan).  A matriarca está à frente de tudo e não admite deslizes. Com a filha Gisela tem uma relação difícil. Sempre que pode, humilha a jovem problemática e a culpa pela crise em seu casamento com Herculano (Humberto Martins). O caçula também tem sua vida controlada pela mãe, que pressiona para que Quinzinho marque logo a data do casamento com Larissa (Marina Moschen), também herdeira de uma família tradicional.

Outro dominado por Mercedes é Quinzão. Fanfarrão e mulherengo, ele está mais ocupado em curtir a vida. Apesar de saber dos deslizes do marido, ela faz questão de manter a imagem de família perfeita e feliz para a sociedade. Austera, a primeira-dama dos Ferreira Lima é capaz de atropelar quem ousar prejudicar seus planos e cruzar seu caminho.

No ar: PopTV – Música para ouvir, ver e sentir

Após uma temporada no Exterior, Quinzinho retorna ao Rio de Janeiro com o objetivo de criar uma emissora de TV especializada em música, semelhante a que estava conquistando os jovens nos Estados Unidos naqueles anos 1990.

Depois de receber carta branca dos pais, Mercedes (Totia Meireles) e Quinzão (Alexandre Borges), o playboy tem a ajuda dos amigos Candé (Kayky Brito) e Tobé (Bernardo Marinho) para inaugurar a PopTV, o primeiro canal de videoclipes do Brasil.

A iniciativa é um sucesso. Programas comandados por VJ descolados, as previsões da misteriosa Freda Mercúrio (Fabiana Karla), e, claro, os videoclipes dos grandes astros da música e das maiores bandas do momento provocam uma febre entre os jovens em todo o país.

Com isso, o mulherengo Quinzinho ganha ainda mais prestígio. Agora, além de estar à frente da PopTV, ele também tem de conciliar o negócio com a atribulada vida amorosa. A amante, Nicole (Bárbara França), é a famosa VJ do canal, que vive pressionando o rapaz para assumir a relação. O empresário ainda é noivo da patricinha Larissa (Marina Moschen), mas vai ficar mesmo encantado ao conhecer a dançarina Dandara (Dandara Mariana). A fama de Quinzinho rende várias capas de revistas, e essa projeção acaba chamando a atenção de Jerônimo (Jesuíta Barbosa).

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O passado de Herculano Mendes – Se arrependimento matasse…

Se existe algo que Herculano Mendes (Humberto Martins) faz questão de esquecer é seu passado como ator de pornochanchada e os filmes picantes em que atuava com o pseudônimo de ‘Hércules Gatão’. Nos anos 1990, ele se esforça para ser reconhecido como um respeitável diretor de cinema nacional e sente pavor quando é reconhecido pelo nome que o consagrou.

Desde que abandonou a carreira de ator, Herculano quer provar para si que é capaz de desenvolver um trabalho diferenciado. Depois de batalhar muito e conseguir juntar dinheiro para produzir seu primeiro longa: ‘Verões de Areia’, a realização de um sonho, ele vê seu plano desmoronar com a chegada da crise econômica e o fim dos investimentos no setor audiovisual. A filmagem que começa em Armação do Sul e que conta no elenco com estrelas como Guilherme Augusto (Mário Frias) e Sandra (Nivea Stelmann) precisa ser interrompida. A frustração com o lado profissional é amenizada quando Herculano conhece Janaína (Dira Paes).

Primeiro, ele fica encantado pelo tempero de Janaína, que é a cozinheira da pousada em que a equipe do filme está hospedada. Ao conhecer a “chef”, o diretor não esconde o fascínio. Janaína também se interessa por ele depois de muitos anos sem se apaixonar por ninguém. A empatia entre eles é forte e recíproca. Mas os dias de lua-de-mel do casal são interrompidos quando Herculano precisa retornar com urgência para o Rio em função de um imprevisto com a filha Isadora (Duda Wedling). Os dois não conseguem se despedir, e Janaína fica arrasada acreditando que Herculano não levou a sério a história que viveram.

Já no Rio, o diretor está num casamento em crise e prestes a se separar de Gisela (Débora Nascimento). Há anos, Herculano e Gisela vivem um relacionamento conturbado, que é instável e problemático em função das crises de ciúmes e da insegurança de Gisela. A mãe de Isadora faz de tudo para chamar a atenção do marido. Herculano tenta pôr um fim no relacionamento, mas Gisela sempre pede uma nova chance com a promessa de mudar seu jeito infantil e mimado. Esse imbróglio amoroso será um obstáculo para a relação entre o cineasta e Janaína, apesar da grande paixão dos dois.

As cartas não mentem – O tarô certeiro e as visões de Madá

Visão além do alcance. Avisos e muita intuição. Desde jovem, Madá (Fabiana Karla) tem o dom da premonição. As visões aparecem de repente e sem aviso prévio. Algumas vezes, meio nebulosas e pouco precisas, em outros momentos, bem claras e assertivas. É justamente o dom de Madá que vai transformá-la numa das maiores videntes do Brasil. Nem a própria poderia prever que viraria uma celebridade do dia para noite. Casada com Álamo (Marcos Veras), um surfista que viaja o mundo em busca de altas ondas e que costuma trazer tecidos de Bali, é ela quem aconselha o amado a batizar de Top Wave a grife de camisetas descoladas que Álamo resolve lançar e o agora ex-surfista vira um empresário de sucesso.

Numa outra ocasião, ao assistir pela televisão a VJ Nicole (Bárbara França) em ação num programa na PopTV, Madá tem mais uma de suas visões. Desta vez, uma sensação ruim e uma forte necessidade de avisar a moça que ela corre perigo. Sem medir as consequências, Madá, disfarçada, invade o estúdio do programa ao vivo. Resultado: recorde de audiência da atração, e o mistério envolvendo a identidade daquela figura exótica toma conta de todos. A partir daí, surge a personagem Freda Mercúrio. Freda é um sucesso nacional. A personagem criada por acaso por Madá ganha uma atração na PopTV. No programa, ela faz previsões para os astros da música e também anuncia suas premonições para as mais diversas áreas, algo que nem os mais visionários da época seriam capazes de imaginar.

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Os irmãos Brasil – Malemolência e cumplicidade

Patrick (Klebber Toledo) e Dandara (Dandara Mariana) são baianos e irmãos por parte de mãe. Os dois vivem juntos no Rio num pequeno apartamento num conjunto habitacional, na Zona Sul do Rio, e, assim como todos os moradores do local, são pessoas simples e batalhadoras. Patrick e Dandara são filhos de uma baiana “retada” que mora no Nordeste, e Patrick é fruto de um rápido relacionamento que Mainha teve com um holandês, no passado.

Dandara é um verdadeiro furacão de suingue. Dançarina talentosa, tem a malemolência típica das dançarinas de lambada e arrasa sempre nas pistas de dança, enquanto o irmão é a timidez em pessoa. Patrick ganha a vida como eletricista e, apesar do jeito introspectivo, chama a atenção das mulheres, entre elas, Lidiane (Claudia Raia), que cai de amores pelo jovem depois que ele é chamado para fazer um serviço em sua casa.

O encantamento é mútuo e os dois acabam se aproximando. Dandara também tem o poder de chamar a atenção das pessoas. Tanto que Quinzinho (Caio Paduan), o herdeiro dos Ferreira Lima, se deslumbra ao conhecê-la, a ponto de quase enlouquecer de amor. A relação entre os dois fica conturbada, já que Quinzinho tem dificuldade de assumir o romance com a dançarina por medo da reação da mãe Mercedes (Totia Meireles). Já Dandara não aceita a posição de amante. Depois de colocar um ponto final na história, ela resolve focar na carreira. Seu talento vai levá-la a muitos lugares e mudar completamente sua vida.

Explosão de cores no visual e na maquiagem

Quando se pensa na década de 1990, o figurino e a maquiagem indicam um colorido onipresente. O retorno do estilo da década, inclusive, está inspirando a moda atual com diversas referências. São peças multicoloridas, cores de batons mais marcantes, jeans com modelagens maiores, estampas fluorescentes e muitos acessórios que faziam sucesso na década de 1990 e que estão de volta.

Baseada nesta proposta, a figurinista Marília Carneiro conta que o conceito apresentado em ‘Verão 90’ é justamente uma explosão de cores. “Espero tocar a todos com lembranças de um passado tão recente. Cada personagem tem seu estilo próprio. Aqueles que lançam moda, os ricos, os populares e os jovens”, enumera Marília: “Usamos um colorido alegre e vivo nos figurinos, mas vocês vão perceber que estamos marcando a época, mais fortemente, nos looks do elenco de apoio. Com os personagens da novela estou trabalhando com mais liberdade, pontuando as principais referências, sem muitos exageros”, completa.

Para a Manuzita, de Isabelle Drummond, o estilo “gatinha” da época é o carro-chefe. O figurino é colorido, com direito a bandanas que ela usa em forma de tiara ou como cinto nos shorts, camisas xadrez de flanela com nó nas pontas que concede um charme a mais, e sandálias com corda ou plataforma de cores marcantes.

A caracterizadora Lu Moraes conta que se inspirou no visual das atrizes da série americana ‘Friends’ para compor os cabelos e as maquiagens das personagens da trama. Manuzita, por exemplo, tem características da Rachel, de Jeniffer Aniston. “A minha maior referência para quase todos os personagens foi a série. Queríamos uma proposta mais limpa e minimalista na maquiagem para contrastar com o visual mais chamativo do figurino”, explica.

Já para Lidiane, personagem de Claudia Raia, a ordem é extravagância em cena. Estampas de onças, peças douradas, brincos grandes e as calças  legging estampadas, que são a marca da Pantera. João Guerreiro, papel de Rafael Vitti, é o típico surfista “menino do Rio”, e Janaína, de Dira Paes, é uma espécie de Gabriela revisitada, a famosa personagem da obra de Jorge Amado. “Uma beleza de beira de praia, naturalmente sexy, com vestidos floridos e estampados”, descreve a figurinista. Segundo Marília, a personagem camaleônica da trama é Vanessa (Camila Queiroz): “Através da Vanessa, que vai encarar vários tipos e disfarces dentro da história, temos a oportunidade de brincar com diferentes possibilidades”, explica.

Responsável por criar acessórios e combinações que viraram febre em todo o país, entre elas, a icônica sandália vermelha de salto com as meias coloridas de lurex usada por Julia Mattos, papel de Sônia Braga em ‘Dancin’Days’, ou o anel-pulseira utilizado por Jade (Giovanna Antonelli) em ‘O Clone’, Marília Carneiro tem suas próprias apostas para ‘Verão 90’. “Acho que as gravatas e suspensórios usados por personagens femininos trazem um charme especial para o figurino, além de outras surpresas que torço para que agradem o público”, aposta.

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A Zona Sul do Rio de Janeiro com a atmosfera dos anos 1990

Transportar o público para o clima de descontração dos anos 1990, no Rio de Janeiro, através de lugares que marcaram aquela época. Assim, a dupla de cenógrafos José Claudio e Eliane Heringer define o conceito da cidade cenográfica construída nos Estúdios Globo. “Estamos fazendo uma homenagem à esquina mais famosa do Baixo Leblon nos anos 1990, com seus bares, lanchonetes, lojas e as diversas galerias comerciais de Ipanema e Leblon que ditavam um estilo para o Rio e para o Brasil”, explica José Claudio. Alguns bares e restaurantes inspirados nos ícones do Baixo Leblon daquela década e muitas outras referências estão presentes na cidade cenográfica. Lá, eles foram batizados com os nomes de Pizzaria Rio de Janeiro, restaurante Real Astral, Hexagonal e Z.Z Lanches, entre outros. A boate Doutor Spock, a Galeria 405, e a PopTv, o canal de música, também são pontos de encontro de vários personagens. “Temos a galeria que é um centro comercial com 19 lojas nos moldes das existentes nos bairros, na época. Muitos desses locais, inclusive, existem ainda hoje”, ressaltam.

Além de Ipanema e Leblon, tradicionais bairros da Zona Sul do Rio de Janeiro, há ainda uma outra cidade cenográfica onde foi construído o prédio inspirado no Conjunto Habitacional Marquês de São Vicente, popularmente conhecido como Minhocão, e que serve de cenário para vários personagens como a família de Janice (Claudia Ohana), os irmãos Dandara (Dandara Mariana) e Patrick (Klebber Toledo), entre outros. “O maior desafio é reproduzir um passado recente que ainda está muito na lembrança das pessoas. Como não estamos reproduzindo um ano específico e sim um período de uma década, isso nos dá um pouco mais de flexibilidade”, conta Eliane.

Para os cenários de estúdio, que são os interiores das casas, a ideia é utilizar materiais, estampas, revestimentos, móveis e objetos que eram corriqueiros na época e, que hoje, já estão em desuso como a moda de manter na sala um pequeno bar com direito a taças penduradas. “Garimpamos muitos objetos em brechós e temos uma lembrança viva daquela época, que não é tão distante, mas que mudou muito em termos de tendência”, lembra Eliane. O produtor de arte Luiz Pereira também recorreu ao acervo da Globo, além de brechós e colecionadores para reunir objetos de cena que hoje não são mais tão comuns.

Há 35 anos na Globo, a dupla José Claudio e Eliane Heringer mantém uma parceria de longa data com o diretor Jorge Fernando. Juntos fizeram, nos anos 1990, as novelas ‘Rainha da Sucata’, ‘Vamp’, ‘Vira Lata’ e ‘A Próxima Vítima’. “É muito bacana essa oportunidade de trabalhar numa novela da década de 1990 em que algumas das referências são nossos próprios projetos, novelas antigas e que fizemos juntos com o Jorge”,celebram.

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