Anvisa proíbe caneta emagrecedora com substância ativa do Mounjaro

Decisão da Anvisa

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Caneta emagrecedora
Caneta emagrecedora Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A Anvisa está intensificando o combate à comercialização irregular de canetas emagrecedoras com tirzepatida, reforçando que apenas medicamentos registrados e vendidos em canais autorizados oferecem segurança ao consumidor. A medida busca proteger a população contra riscos de saúde e contra o consumo de produtos sem comprovação científica.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização do medicamento T36, uma versão de tirzepatida — princípio ativo presente no fármaco Mounjaro, utilizado para controle de diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso. O T36 vinha sendo vendido em formato de canetas injetáveis emagrecedoras, mas não possui autorização oficial no Brasil.

A medida é ampla e rigorosa, abrangendo importação, armazenamento, distribuição, comercialização, propaganda e uso do produto em todo o território nacional. Isso significa que não apenas farmácias e empresas estão proibidas de vender, mas também qualquer pessoa que tente importar ou divulgar o produto, inclusive em plataformas digitais e redes sociais.

O T36 não possui registro sanitário junto à Anvisa, requisito essencial para que qualquer medicamento seja comercializado legalmente no Brasil. Sem esse registro, não há garantias sobre sua segurança, eficácia, qualidade ou procedência, o que representa um risco direto à saúde pública. O registro é um processo complexo que envolve testes clínicos, análises laboratoriais e comprovação científica — etapas que asseguram que o medicamento realmente funciona e não traz danos ao organismo.

A decisão não surgiu isoladamente. Em 8 de setembro, a agência já havia proibido a venda de produtos semelhantes em sites como gopharma.shop, que ofereciam tirzepatida e retatrutida sem registro.

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Entre os itens já identificados e barrados estavam T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, todos comercializados como alternativas para emagrecimento rápido. Esses nomes refletem uma tendência de mercado em oferecer soluções “milagrosas” para perda de peso, mas sem respaldo científico. Alguns desses produtos já tinham sua entrada proibida no Brasil.

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A Anvisa alerta que medicamentos só podem ser vendidos por farmácias e drogarias autorizadas, que seguem normas de conservação e rastreabilidade. Compras em sites não oficiais não garantem origem, composição ou condições adequadas de armazenamento, o que pode comprometer a eficácia e até causar efeitos adversos graves.

O uso indiscriminado de substâncias como a tirzepatida, sem acompanhamento médico, pode gerar riscos metabólicos e cardiovasculares, além de mascarar problemas de saúde que exigem tratamento adequado.

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
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