
Em suma, a proposta prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte nos salários. A mudança será gradual: primeiro, o limite cairá para 42 horas. Depois de 12 meses, passará para 40 horas. Além disso, os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso remunerado por semana.
Quem vai garantir que as empresas cumpram as novas regras?
A fiscalização ficará a cargo dos auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Eles poderão visitar as empresas logo após receber denúncias ou por iniciativa própria. De acordo com o órgão público, quem desrespeitar os limites de jornada e descanso poderá receber as punições já previstas na legislação trabalhista.
Quais são as punições para as empresas que não aderirem a escala 5×2?
Desse modo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) não criou multas específicas. Mesmo assim, as empresas poderão receber multas administrativas e responder a processos na Justiça. Inclusive, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também poderá investigar as empresas, exigir mudanças e entrar com ações coletivas.
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O trabalhador pode processar a empresa?
Se a empresa exigir mais horas do que o permitido, o funcionário poderá cobrar o pagamento das horas extras, com adicional mínimo de 50%. Conforme uma matéria do “G1”, caso a empresa não conceda os dias de descanso ou reduza o salário por causa da mudança, o trabalhador também poderá buscar seus direitos na Justiça.
Onde denunciar?
Quem identificar irregularidades poderá procurar:
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- Ministério do Trabalho: pelo Canal de Denúncias da Inspeção do Trabalho ou pelo telefone 158.
- Fala.BR: plataforma de ouvidoria do governo federal.
- Ministério Público do Trabalho: recebe denúncias e investiga empresas.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho.
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