
Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil alcançou o menor índice de trabalho infantil já registrado pelo IBGE e atribui parte importante dessa redução ao avanço observado entre famílias atendidas pelo Bolsa Família.
O Brasil registrou em 2025 o menor nível de trabalho infantil da série histórica do IBGE. Havia 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos nessa situação, equivalentes a 4% da população dessa faixa etária.
Em comparação com 2024, o número caiu 9,2%, segundo dados da PNAD Contínua.
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A redução foi especialmente forte entre famílias beneficiárias do Bolsa Família. Nesse grupo, o trabalho infantil caiu 20,1% entre 2024 e 2025, representando mais de 95% da redução total observada no país.
Cerca de 144 mil crianças e adolescentes de famílias beneficiárias deixaram a condição de trabalho infantil no período analisado.
O Sudeste concentra o maior número absoluto de casos (481 mil), enquanto o Norte apresenta a maior proporção em relação à população infantil e adolescente (6,3%).
Os adolescentes de 16 e 17 anos formam o grupo mais afetado, com taxa de 14,5% em situação de trabalho infantil.
O número de crianças e adolescentes submetidos às piores formas de trabalho infantil também atingiu o menor patamar da série histórica: 525 mil pessoas.
O IBGE adota critérios da Organização Internacional do Trabalho (OIT), considerando como trabalho infantil atividades que oferecem riscos à saúde, prejudicam o desenvolvimento ou interferem na escolarização.
Além do trabalho infantil, o levantamento mostrou que 15,9 milhões de crianças e adolescentes (42,1% da população de 5 a 17 anos) realizavam tarefas domésticas ou de cuidado não remuneradas em 2025. A participação é maior entre meninas (47,9%) do que entre meninos (36,6%).







