Boulos se revolta de vez com aplicativos e desce a lenha: “Enquadrarem”

Boulos sobe o tom e vai para cima

Vinícius Carvalho
Vinícius Carvalho
Formado em Direito, minha verdadeira paixão é a escrita. Comecei muito jovem no ofício, enviando críticas e análises sobre televisão para um grande portal apenas pela paixão pelo assunto e o desejo de ser lido. Contudo, com o sucesso da minha coluna, em 2014 fui alçado a redator e, desde então, tive passagens por diversos sites em variados segmentos, de esportes e benefícios sociais a televisão, celebridades e tecnologia.
Guilherme Boulos - Foto: Redes Sociais/Reprodução
Guilherme Boulos – Foto: Redes Sociais/Reprodução

O Secretário-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, se revoltou de vez nesta quarta, 27 de maio, e anunciou multas cruéis para aplicativos que descumprirem as novas regras.

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Em anúncio oficial, O governo Lula, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon/MJSP), instaurou processos administrativos contra as plataformas iFood e Keeta por descumprirem regras de transparência previstas na Portaria nº 61/2026. As empresas podem ser multadas em até R$ 14 milhões caso não comprovem adequação às normas. Elas têm 20 dias para apresentar defesa.

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A portaria não cria novas obrigações, mas detalha deveres já previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação clara sobre preços e serviços.

Os aplicativos devem informar de forma detalhada:

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  • Valor total pago pelo consumidor
  • Parcela retida pelo aplicativo
  • Valor repassado ao entregador/motorista (incluindo gorjetas)
  • Parte destinada ao estabelecimento comercial (no caso de delivery)

Regras semelhantes já existem em países como França, Alemanha, Espanha e EUA. Enquanto isso, o iFood não apresentou informações solicitadas e pode induzir consumidores a erro sobre taxas e a Keeta não detalha claramente os valores destinados a cada agente econômico e alegou “segredo de negócio”, argumento rejeitado pela Senacon.

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Boulos parte para cima

Nós não vamos abrir mão da transparência em benefício dos trabalhadores de aplicativos e dos consumidores. Se as plataformas não se enquadrarem, serão multadas por isso”, disparou Guilherme Boulos.

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O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada foi no mesmo caminho. “Essa regra de transparência já está prevista há 35 anos no Código de Defesa do Consumidor. Transparência é um direito básico do consumidor e uma medida que protege toda a sociedade”, comentou.

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Vinícius Carvalho
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