
Pablo Marçal, coach e candidato à presidência (inelegível por 8 anos devido a condenação anterior), foi denunciado ao MP de São Paulo por declarações consideradas racismo religioso contra religiões de matriz africana.
Em entrevista no YouTube, Marçal afirmou que “todo macumbeiro é um derrotado na vida, um invejoso” e que “se macumba funcionasse, Bahia seria Dubai”.
A denúncia foi apresentada por Mirelle Buêno (candidata a deputada estadual, mãe de santo e dirigente religiosa) e Juliano Medeiros (candidato a deputado federal).
A representação pede investigação por possível crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata da discriminação religiosa, e também análise do artigo 20-A, considerando o contexto em que as falas ocorreram.
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O vídeo da entrevista teve mais de 361 mil visualizações; o corte publicado no perfil de Marçal alcançou cerca de 1 milhão de visualizações. Ele possui 13,9 milhões de seguidores no Instagram, o que amplia o impacto das declarações.
Os autores destacam que as falas não são apenas críticas religiosas, mas atribuem características depreciativas a toda uma coletividade (umbandistas, candomblecistas, sacerdotes e povos de terreiro), reforçando estereótipos e preconceitos.
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Mirelle Buêno afirmou que não se trata de discutir a fé de Marçal, mas sim de rejeitar que milhões de brasileiros sejam chamados de “derrotados e invejosos” por causa de sua religião.






