
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, avalia desistir da corrida eleitoral a menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026.
Essa possibilidade não é apenas fruto de sua baixa performance nas pesquisas, mas também de uma intensa articulação política que busca reorganizar a direita em torno de um único nome competitivo contra Lula (PT).
Informações da coluna Painel de Fábio Zanini e Gabriela Echenique na Folha de S.Paulo. A ideia de retirada ganhou força após o gesto de Ricardo Salles (Novo-SP), que anunciou a desistência de sua candidatura ao Senado para apoiar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
Esse movimento foi visto como um sinal claro de realinhamento estratégico dentro da direita, aumentando a pressão sobre Zema para seguir o mesmo caminho e evitar a dispersão de votos.
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Zema aparece com menos de 5% das intenções de voto, chegando a apenas 1% no último levantamento do Datafolha. Esses índices, muito aquém do necessário para se manter competitivo, alimentam a narrativa de que sua candidatura não teria impacto real no resultado final.
Aliados próximos, como Marina Helena (SP) e Marco Antônio Superman (MG), já declararam apoio a Flávio Bolsonaro e defendem abertamente que Zema faça o mesmo. O argumento central é que sua permanência fragmenta a direita e reduz as chances de vitória contra Lula, que lidera as pesquisas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), figura de peso no campo conservador, também se manifestou publicamente pela união da direita. Sua posição amplia a pressão sobre Zema, já que Tarcísio é considerado um dos principais articuladores políticos do bloco bolsonarista.
Caso confirme a desistência, Zema deve adotar um discurso semelhante ao de Salles, afirmando que abre mão da candidatura em nome de um objetivo maior: evitar a reeleição de Lula e fortalecer a oposição.
É relevante lembrar que Zema entrou na disputa com a intenção de ajudar o partido Novo a superar a cláusula de barreira, garantindo acesso a recursos do fundo partidário e tempo de TV. No entanto, ele avalia que os candidatos a deputado federal do partido já possuem campanhas estruturadas e não dependem de sua candidatura presidencial para se consolidar.
Desde a pré-campanha, Zema vinha sendo alvo de pressões para desistir, sob o argumento de que sua saída poderia fortalecer Flávio Bolsonaro já no primeiro turno, aumentando as chances de levar a disputa para um cenário mais favorável à direita.







