
Na noite desta sexta-feira (18), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade para rejeitar um recurso apresentado pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro contra a condenação por coação.
Eduardo foi condenado em junho a quatro anos e dois meses de prisão, em regime aberto. O recurso foi julgado no plenário virtual da Corte.
O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela rejeição do recurso no início do julgamento virtual, em 11 de setembro. Na quarta-feira (16), o ministro Flávio Dino acompanhou o relator. Os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin acompanharam Moraes em votos apresentados na noite desta sexta-feira, formando a unanimidade. As informações são do portal g1.
Eduardo Bolsonaro tenta convencer governo Trump a punir Moraes
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo teria atuado junto a autoridades e parlamentares dos Estados Unidos para pressionar o governo norte-americano a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.
“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobre tarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.
No voto, Moraes destacou que as ações atribuídas a Eduardo ocorreram de forma coordenada e progressiva, por meio de redes sociais, entrevistas, transmissões ao vivo e outras plataformas digitais. Para o ministro, as manifestações tinham caráter intimidatório e buscavam interferir no andamento de processos no STF.
Moraes vota para manter condenação de Eduardo Bolsonaro
O relator citou ainda ameaças de represálias internacionais, sanções econômicas e constrangimentos institucionais direcionados a integrantes da Corte. Segundo ele, os atos faziam parte de uma estratégia para pressionar autoridades brasileiras em relação aos processos envolvendo Bolsonaro e aliados.
Em contrapartida, a defesa de Eduardo, feita pela Defensoria Pública da União (DPU), sustentou que as declarações do ex-deputado deveriam ser consideradas como confissão para reduzir a pena. Moraes, porém, rejeitou o argumento.
Gilmar Mendes afirma que reajuste do Bolsa Família não viola lei eleitoral
Na noite desta sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e reconheceu a validade do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reajusta os valores do Bolsa Família. Leia mais…






