
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou ser “razoável” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reveja ou revogue a chamada “taxa das blusinhas”, imposto aplicado a compras internacionais de baixo valor. A declaração ocorre em meio ao debate crescente dentro do governo e do Congresso sobre os impactos da medida no impacto no bolso do brasileiro e na popularidade do Executivo.
A taxação de 20% sobre importações de até US$ 50, válida para compras realizadas em plataformas internacionais, vem sendo alvo de críticas de diferentes setores políticos e econômicos. A discussão também se insere no contexto mais amplo das medidas econômicas do governo Lula, que têm gerado debates dentro e fora da base aliada.
Nos últimos dias, integrantes do próprio governo passaram a admitir publicamente a possibilidade de revisão da política tributária, diante da avaliação de que a medida se tornou um dos pontos de desgaste da gestão federal. O tema também repercute na avaliação do governo Lula, especialmente entre eleitores mais sensíveis ao impacto econômico direto.
Em declarações recentes, Lula já havia sinalizado desconforto com os efeitos da taxa sobre consumidores de menor renda, afirmando que a cobrança acabou gerando impactos negativos na percepção pública do governo. A discussão ganhou força tanto no Executivo quanto no Legislativo, em meio aos bastidores da política brasileira, onde diferentes alas defendem ajustes na política tributária.
Segundo Boulos, a revisão da medida pode ser uma alternativa para reduzir tensões com a população e reavaliar os efeitos econômicos da taxação. O parlamentar destaca que há sensibilidade crescente no debate público sobre o tema, especialmente entre consumidores que utilizam plataformas internacionais para compras de baixo valor.
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A chamada “taxa das blusinhas” foi implementada em 2024 após aprovação no Congresso Nacional, dentro de um contexto de tentativa de equilibrar a concorrência entre o varejo nacional e o comércio eletrônico estrangeiro. No entanto, a medida rapidamente passou a dividir opiniões e se tornou um dos temas mais comentados na polarização política no Brasil.
Enquanto parte do setor produtivo defende a manutenção da taxação como forma de proteger a indústria e o comércio interno, críticos afirmam que o imposto penaliza principalmente consumidores de menor renda e encarece produtos de uso cotidiano.
A sinalização de Boulos se soma a outras manifestações recentes dentro da base governista que indicam uma possível reavaliação da política. O tema segue em discussão no Palácio do Planalto e pode ganhar novos desdobramentos nas próximas semanas.
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