
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) usou as redes sociais para se pronunciar após operação da Polícia Federal (PF). O deputado classificou a ação como uma “cortina de fumaça” e negou ter cometido irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares relacionadas a projetos que acabaram vinculados à produção do filme ‘Dark Horse’.
Nesta quinta-feira (10), a PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do deputado. Em seu perfil no Instagram, Mário Frias publicou um vídeo onde rebate as acusações. “Como é que pode se defender de alguma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal no mesmo dia em que a sua porta é arrombada”, afirmou.
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Segundo o deputado, os R$ 2 milhões em emendas foram destinados a dois projetos, um esportivo e outro de letramento digital, voltado, segundo ele, ao atendimento de crianças, jovens e adolescentes. Frias ressaltou que a destinação dos recursos é pública e pode ser consultada no Portal da Transparência.
O principal argumento apresentado pelo deputado para afastar sua responsabilidade sobre eventuais irregularidades na execução dos recursos foi o funcionamento das emendas parlamentares.
Frias afirmou que o dinheiro não passa pelas mãos do deputado e que cabe ao órgão executor aprovar o plano de trabalho e fiscalizar a prestação de contas. “Emenda parlamentar não é dinheiro que passa pela mão do deputado. Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza a prestação de conta”, disse.
A PF investiga a aplicação de recursos de emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecimento em Movimento (ICB), presidido por Karina Gama, também dona da Go Up, produtora da cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a produção de “Dark Horse”.
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De acordo com a investigação, o deputado destinou R$ 2 milhões em emendas ao ICB em 2024. A PF também apontou uma transferência de R$ 645,4 mil feita pelo deputado à Go Up durante o período das filmagens.
Frias negou que haja irregularidades e afirmou que eventuais problemas na execução dos recursos poderiam ser esclarecidos por meio da documentação. “Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, afirmou.
Confira o vídeo:
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