
O ministro Flávio Dino proibiu o deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura do Bolsonaro, de sair do país sem autorização e de ter contato com outros investigados no inquérito sobre desvios de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A medida se estende a outros 29 investigados.
A decisão judicial restringe os movimentos de Mário Frias e a operação da PF investiga um esquema de desvio de recursos públicos para financiar o filme Dark Horse.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os alvos estão Mário Frias e a produtora Karina Gama.
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O caso envolve suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares, com crimes que vão de peculato à lavagem de dinheiro. A PF aponta a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, que teria direcionado recursos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação dos serviços prestados.
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O financiamento do filme Dark Horse, sobre Bolsonaro, é o foco da investigação. A operação não incluiu mandados de prisão, apenas de busca e apreensão.
“Além da proibição de manter contato com os demais investigados, revela-se adequada e necessária a imposição da medida cautelar consistente na proibição de ausentar-se do território nacional, com o consequente recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados“, declarou o homenzarrão.

“Elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação“, finalizou o ex-juiz federal.






