
Em meio à discussão sobre imunização no mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que limita a 11 o número de vacinas recomendadas no calendário infantil e prevê mudanças na forma como algumas delas são aplicadas. A assinatura aconteceu nesta segunda-feira (10).
A ordem recomenda separar a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês) em três vacinas diferentes, administradas em consultas médicas separadas. Atualmente, vacinas individuais contra essas três doenças para crianças não estão disponíveis nos Estados Unidos, segundo a Associated Press (AP).
Endoidou? Nikolas Ferreira espalha mentiras já desmentidas sobre vacinação e Covid
Durante evento no Salão Oval, Trump também disse que crianças de 1 ano deveriam receber suas vacinas em cinco consultas separadas. Não ficou claro, porém, se ele se referia a todas as vacinas administradas nessa idade ou apenas a algumas delas. A ordem também determina que o Departamento de Saúde dos Estados Unidos aprimore as pesquisas sobre vacinas, segundo uma ficha informativa da Casa Branca citada pela AP. As informações são do jornal O Globo.
“Com efeito imediato, meu governo está reconhecendo recomendações de padrão ouro para vacinação infantil de apenas 11 vacinas essenciais contra as doenças mais graves e perigosas, juntamente com a MMR, que esperamos que seja dividida”, disse Trump durante uma cerimônia de assinatura na Casa Branca. “Os Estados Unidos recomendaram mais vacinas infantis do que qualquer país comparável, e até duas vezes mais doses do que alguns países europeus”, completou.
Especialistas em saúde pública afirmaram que o calendário de imunização foi elaborado com base em décadas de evidências que mostram que as vacinas podem proteger contra doenças graves e mortes e que o número e o momento das doses refletem necessidades específicas de saúde.
Ana Maria detona após não conseguir se vacinar: “Acho injusto”
Os especialistas também alertam que espaçar as vacinas, como propõe Trump, pode aumentar o risco de uma criança contrair uma doença evitável por vacinação antes de retornar ao médico para receber outra dose. As vacinas infantis, assim como as recomendações sobre quando e de que forma administrá-las em conjunto, passam por estudos rigorosos, e o monitoramento de segurança continua durante anos após o início de seu uso.
Governo Trump cancela visto de embaixadora do Brasil nos EUA
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (04) que revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil. Leia mais…






