
O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) acionou o Tribunal Regional Eleitoral do RJ (TRE-RJ) e pediu a cassação da chapa do governador eleito Douglas Ruas (PL). Na ação, protocolada nesta quarta-feira (04), a coligação de Paes alegou que houve “uma estratégia coordenada de desinformação, manipulação do eleitorado e compra de votos” na campanha de Douglas Ruas.
Em seu perfil no Instagram, Eduardo Paes gravou um vídeo para explicar os acontecimentos para os eleitores. “A gente não vai deixar essas coisas todas erradas que aconteceram em relação à eleição passarem em branco. A gente entrou na Justiça Eleitoral contra a coligação do Douglas Ruas”, explicou.
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Os seguidores de Eduardo Paes logo reagiram nos comentários. “Esse folheto foi espalhado em Piabetá, Magé! Eu vi!”, afirmou um. “Foi um surto!!!! Justiça será feita”, disse outro. “Bora pra cima! Tão achando que eleição é bagunça? Segundo turno já!”, escreveu mais um.
Confira o post:
No processo, a coligação alegou fraude. “Nas eleições fluminenses de 2026, para além da compra indiscriminada de votos, foi promovida uma campanha coordenada e sem precedentes de desinformação eleitoral, com produção massiva e disseminação ostensiva de materiais gráficos de propaganda eleitoral manifestamente ilícitos, concebidos com o deliberado propósito de fraudar a higidez do sufrágio e induzir a erro o eleitorado”,.
Segundo a denúncia, a campanha de Ruas teria produzido e distribuído “material de propaganda eleitoral fraudulento”. A ação apresentou um panfleto que tratava Eduardo Paes como inimigo dos valores cristãos e da família, “atribuindo-lhe falsamente posições favoráveis ao aborto, às drogas e a outras pautas sensíveis ao eleitorado religioso”.
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Um outro material, denominado “Rio Escolhe”, associava visualmente Eduardo Paes ao número 13, do PT, embora seu o número correto fosse 55, do PSD. Segundo a coligação, o objetivo dos itens foi “induzir eleitores de Paes a anular involuntariamente seus votos”.
“Os registros das urnas revelaram que 204.309 eleitores digitaram o número 13 para governador, número quase treze vezes superior ao registrado pelo número partidário inválido mais próximo”, afirmou na ação.
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